A JUSTIÇA: CAMINHO PARA QUARESMA.
Estamos na Quaresma, caminho de esperança, que culminará com a Ressurreição de Cristo. Este ano, Bento XVI propôs aos fiéis, na mensagem para a Quaresma 2010, uma meditação sobre o tema da justiça.
O Papa afirma que "aquilo de que o homem mais precisa não lhe pode ser garantido por lei. Para gozar de uma existência em plenitude, precisa de algo mais íntimo que lhe pode ser concedido somente gratuitamente: poderíamos dizer que o homem vive daquele amor que só Deus lhe pode comunicar".
O Papa conclui no primeiro ponto de sua reflexão: o ser humano, mais do que pão, "de fato precisa de Deus". Em outro ponto da mensagem, Bento XVI faz-nos pensar na injustiça do mal, ali onde se substituiu "a lógica de confiar no Amor" por "aquela da suspeita e da competição"; "a lógica do receber, da espera confiante do Outro", pela lógica "ansiosa do agarrar, do fazer sozinho (cfr Gn 3,1-6), experimentando como resultado uma sensação de inquietação e de incerteza".
Algumas passagens depois, o Papa nos ensina que, "para entrar na justiça, é portanto necessário sair daquela ilusão de auto–suficiência, daquele estado profundo de fechamento, que é a própria origem da injustiça. Em outras palavras, é necessário um ‘êxodo’ mais profundo do que aquele que Deus efetuou com Moisés, uma libertação do coração, que a palavra da Lei, sozinha, não tem o poder de realizar".
Inclusive o Papa afirma que "converter-se a Cristo, acreditar no Evangelho, no fundo significa precisamente isto: sair da ilusão da auto-suficiência para descobrir e aceitar a própria indigência – indigência dos outros e de Deus, exigência do seu perdão e da sua amizade".
Ao final da mensagem, Bento XVI diz que, "precisamente fortalecido por esta experiência, o cristão é levado a contribuir para a formação de sociedades justas, onde todos recebem o necessário para viver segundo a própria dignidade de homem e onde a justiça é vivificada pelo amor".
In: Zenit 24/03/2010
29 de março de 2010
CNBB recorda Dom Oscar Romero
30 anos do assassinato do arcebispo salvadorenho
BRASÍLIA, quinta-feira, 25 de março de 2010 (ZENIT.org).- Os 30 anos do assassinato de Dom Oscar Romero, antigo arcebispo de San Salvador, foram celebrados com uma missa na CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), nessa quarta-feira.
Segundo informa a CNBB, a celebração foi solicitada pela embaixadora de El Salvador no Brasil, Rina del Socorro Angulo Rojas, e aconteceu na capela da sede da conferência episcopal, em Brasília.
O bispo de São Felix do Araguaia (Mato Grosso), Dom Leonardo Ulrich Steiner, presidiu à celebração, junto ao secretário geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa.
A embaixadora de El Salvador disse que Dom Romero é modelo para o povo salvadorenho e que ele transcendeu as fronteiras de seu país. “Sua mensagem transcendeu as fronteiras; é uma mensagem universal a favor dos pobres. Ele provou isso com seu martírio”, disse.
Dom Dimas Lara, também destacou a ação de Dom Oscar Romero. “Dom Oscar Romero derramou seu sangue como consequência de sua coerência na busca da justiça. Sua morte foi um sermão muito mais eloquente do que tantas homilias que ele pronunciou. Ela coroa e sela o compromisso de Dom Romero no seguimento de Jesus até a cruz”, disse.
Segundo o secretário geral da CNBB, chama a atenção em Dom Oscar Romero a sua opção pela não violência. “Dom Romero se colocou na defesa da justiça, mas se recusou a usar a violência até mesmo contra os próprios algozes”.
No dia 24 de março de 1980, Dom Oscar Romero foi assassinado na Capela do Hospital da Divina Providência, em San Salvador, enquanto celebrava a eucaristia.
Em 2009, o presidente de El Salvador, Mauricio Funes, reconheceu a responsabilidade do Estado salvadorenho no crime de Dom Romero.
30 anos do assassinato do arcebispo salvadorenho
BRASÍLIA, quinta-feira, 25 de março de 2010 (ZENIT.org).- Os 30 anos do assassinato de Dom Oscar Romero, antigo arcebispo de San Salvador, foram celebrados com uma missa na CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), nessa quarta-feira.
Segundo informa a CNBB, a celebração foi solicitada pela embaixadora de El Salvador no Brasil, Rina del Socorro Angulo Rojas, e aconteceu na capela da sede da conferência episcopal, em Brasília.
O bispo de São Felix do Araguaia (Mato Grosso), Dom Leonardo Ulrich Steiner, presidiu à celebração, junto ao secretário geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa.
A embaixadora de El Salvador disse que Dom Romero é modelo para o povo salvadorenho e que ele transcendeu as fronteiras de seu país. “Sua mensagem transcendeu as fronteiras; é uma mensagem universal a favor dos pobres. Ele provou isso com seu martírio”, disse.
Dom Dimas Lara, também destacou a ação de Dom Oscar Romero. “Dom Oscar Romero derramou seu sangue como consequência de sua coerência na busca da justiça. Sua morte foi um sermão muito mais eloquente do que tantas homilias que ele pronunciou. Ela coroa e sela o compromisso de Dom Romero no seguimento de Jesus até a cruz”, disse.
Segundo o secretário geral da CNBB, chama a atenção em Dom Oscar Romero a sua opção pela não violência. “Dom Romero se colocou na defesa da justiça, mas se recusou a usar a violência até mesmo contra os próprios algozes”.
No dia 24 de março de 1980, Dom Oscar Romero foi assassinado na Capela do Hospital da Divina Providência, em San Salvador, enquanto celebrava a eucaristia.
Em 2009, o presidente de El Salvador, Mauricio Funes, reconheceu a responsabilidade do Estado salvadorenho no crime de Dom Romero.
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