3 de abril de 2011

O mundo dá voltas...

Sexta-feira a noite fui ao cinema com alguns amigos e lá assistimos o filme: Esposa de mentirinha. Recomendo, valeu a pena. Se você quiser rir e se emocionar assista-o!


Mas o que trago de sentido ou mensagem deste filme? Pois acredito que tudo em nossa vida, desde um peninha que você vê flutuar (voar) perdida, lançada ao vento até uma morte (acidente), deve trazer uma mensagem pra cada um de nós, pois, não podemos fechar nossos olhos para as coisas que ocorrem ao nosso redor. Precisamos ser sensíveis para com os acontecimentos mais simples e também fortes da vida!


Mas vamos lá. O filme na minha visão (dentro de minha experiência de vida, repleta de sentimentos bons e ruins) fez-me refletir que as pessoas que mais nos conhecem e se importam com a gente, são aquelas que nós menos prestamos atenção, e, que se não todo dia, pelo menos quase todo ele, essas pessoas que sabem quem somos estão ao nosso lado. Mas nós envolvidos pelo tempo, por nossas "obrigações", por nossos tão importantes problemas (aff) e etc, não enxergamos quem sempre está do nosso lado. Somos cegos ao essencial! E o essencial é: sentir a vida acontecer em você e ao seu redor.


Neste filme, outra coisa que me chamou a atenção é que realmente, uma confusão (mentira) acarreta a outra - por isso sempre vos digo: sejam sinceros com teus sentimentos, podemos ter medo de nos expressar, mas é melhor dizer o que sentes do que depois ver envolvido numa situação que criastes/inventastes e a outra pessoa se decepicionar, pois a verdade sempre vem, e se ela vir, pode ser que esta pessoa da qual você "enganou", não saiba compreender sua situação ou explicação - mas voltando ao que dizia sobre uma mentira acarretar a outra, percebo que algumas pessoas se dedicam tanto a nós (profissional, pessoal ou religiosamente) e nós nunca agradecemos com um olhar profundo e amoroso, onde assim, um simples obrigado acompanhado deste olhar e quem sabe até um sorriso, já diria tudo!


Mas mesmo mergulhado em confusões que a gente mesmo causa e acaba complicando a vida, no mundo, a vida dá um jeito e tudo o que era pra ser uma eterna tempestade chega ao fim, e é possivel ver o sol a brilhar. Neste sentido, finalizo minha reflexão sobre esta comédia romântica (o filme) com a seguinte perspectiva: sei que a vida dá voltas e têm suas tramas pra conseguir nos colocar diante da (s) pessoa (s) que amamos, mas, não espere só da vida (acontecimentos/momentos) que você criar. Seja VERDADEIRO com as pessoas. A sinceridade nascida da confiança é um tesouro sem valor definido, pois, a sensibilidade no olhar (nosso olhar) deve nos tornar mais iluminados para as coisas que ocorrem ao nosso redor, e de forma especial, ser sensível para os gestos e palavras que as pessoas nos dão e não percebemos e por isso não agradecemos.


"NÃO QUERO QUE AS PESSOAS ME VEJAM, QUERO QUE ELAS ME SINTAM, SÓ ASSIM, SABERÃO QUEM EU SOU, PELOS SENTIMENTOS QUE POSSUO E QUE QUERO PARTILHAR" (Franciscarlo de Souza).


Se assim, posso brevemente dizer, criei esta frase hoje a noite, após eu tomar os gizes de cera em mão e diante de meus olhas colocar uma folha branca, lembrei-me da época que eu era criança (que pena que eu cresci, e que saudade) e comecei a pintar: criei o meu mundo, com minhas cores e do meu jeito, e me fiz quase que transparente neste mundo , assim, se vocês olharem o desenho que fiz, terão que esforçar a vista para me enxegar, pois o que queria neste desenho expressar não era a minha imagem, mas sim o que eu estou sentido: uma Felicidade que não consegue ficar só em mim e se espalha por este meu mundo no papel que era branco...

1 de abril de 2011

Não esqueças que sou humano

"Sou um simples ser humano, não um objeto, lembre-se que tenho sentimentos".
Sabe meus caros amigos e amigas, as vezes esquecemos que as pessoas que amamos tem seus próprios sentimentos. As vezes esquecemos que as pessoas são pessoas humanas e não pessoas divinas ou "estátuas de gesso" - assim, elas se machucam com nossas palavras, entretanto, assim como a pessoa que amamos, não somos perfeitos. Mas o mais duro é quando resolvemos decidir por nós e pelo outro/a. Como disse, as pessoas tem seus sentimentos, e nós não podemos sentir o que o(s) outro/a(s) sentem! Mas o que eu quero dizer com isso, ou, onde quero chegar?


Pois bem, somos seres limitados, mas as vezes achamos que temos o horrível poder de saber ou sentir o que a pessoa amada sente - lembrem-se daquilo que eu já disse: não podemos querer que o amor do/a outro/a seja igualzinho o nosso, não posso pegar uma forminha e colocar o amor da pessoa que está ao nosso lado e fazer deste modo que ele/a ame como eu amo.


Mas isso não é o que quero dizer ainda, o que quero refletir com vocês é que: muitas vezes entramos em crise, em questinamentos, angústias, dúvidas sobre nossa relação com a pessoa amada - aí faz-se a "burrada" - pois, tentamos sentir o que a pessoa que está conosco sente: isso é impossível! E acabamos querendo e achando que estamos certos com nossas conclusões que "é melhor terminar", "dar um tempo" etc., ou seja, decidimos algo que é de cunho mútuo por si só.


As pessoas não são objetos que nós podemos análisar, abrir, quebrar para pesquisar, as pessoas são sim, seres em processo de amadurecimento, são seres humanos com sentimentos, não são cádaveres frios e insensíveis. Temos que tomar muito cuidado com nossos sentimentos, a paixão nos faz usar o outro até que nos satisfaça, em contrapartida, o amor nos faz ter paciência para compreender - mas talvez nunca compreendamos -, o amor nos dá força para crer que a pessoa amada nos ama sem mesmo "sentirmos" que ela nos ama. O amor desculpa as falhas pois foi pelo amor que eu, você, nós tivemos a graça de conhecer a pessoa que está ao nosso lado. Em suma: o amor nos dá olhos divinos para com quem amamos, pois, nunca conseguiriamos amar somente pelo elementos humanos. O amor nos dá um motivação de ver o melhor e esperar o melhor de quem amamos, mesmo que isso demore e venha a morte, saberemos que aquela pessoa em nossa vida nos fez melhor e nós sem compreender, fizemos o outro melhor. O amor é um mistério!


Enfim, nunca decida algo por si só num relacionamento, lembre-se que deve exisitir uma cumplicidade entre ambos, ou seja, num relacionamento onde nasceu o amor os dois devem ser sincero naquilo que estão sentindo, não deve haver uma carta curinga, todas as cartas devem estar sobre a mesa. Se você se sentir sem amor, diga a quem você ama. Se tu sentir que seu amor "acabou" abra-se para a pessoa que arriscou-se a te amar. Se acabares angústiado, incompreendido, com medo do futuro, corra e converse olhando nos olhos, deite no colo, pegue na mão da pessoa que você ama e diga tudo, cada vírgula: o diálogo é a chave de um boa e duradoura vida onde o que reina dos dois lados é o amor. Não faça o que lhe der na telha, não siga só a sua mente e o seu coração, partilhe o que ocorre dentro de você com quem teve a coragem de amar você, não por aquilo que tú aparentas, mas por aquilo que tú és. Diz Maquiavel: Muitos vêem o que tú aparentas, mas são pouquíssimos os que sentem o que tú és.


Encerro dizendo: Como duas cabeças pensam melhor do que uma, assim, dois corações que se amam, viverão melhor se forem mútuos na cumplicidade, no diálogo.


Espero ter iluminado sua angústia. Abraços.